Mostrando postagens com marcador Crítica Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crítica Política. Mostrar todas as postagens

14 outubro 2013

As manifestações dos professores, o descuido do poder executivo e os “sem vandalismo"

As manifestações dos professores, o descuido do poder executivo e os “sem vandalismo”.

Caro leitor, essa matéria, diferentemente das outras, não foi escrita por apenas um integrante do Blog. Ela é resultado de um trabalho conjunto dos três colunistas fixos e mais um convidado sendo assim ela apresentará diferentes visões e interpretações a cerca do mesmo fato.

Desde junho, ocorrem manifestações de rua contra algumas medidas tomadas pelo poder público, com o estopim sendo o aumento da passagem para mais 20 centavos no Brasil todo praticamente, porém, as pautas iam muito além disso. As grandes massas foram para as ruas após o corte do aumento dos 20 centavos, o que não está errado, porém as pautas e reivindicações não eram claras e objetivas, sendo um mar de cartazes e gritos de diversos assuntos sem uma centralização.
Mais recentemente, os professores entraram em greve nas escolas municipais, estaduais, reivindicando um plano de carreira. Tal plano deveria ser discutido e elaborado em conjunto acordo entre todas as esferas envolvidas (sindicato dos profissionais da educação, vereadores e prefeitura). Isto não foi atendido e um plano elaborado pelo prefeito Eduardo Paes foi votado na câmara dos vereadores (com um grande protesto do lado de fora) já que o plano traria benefícios maiores aos professores de 40 horas semanais, os outros professores que compunham mais de 90% da classe não foram beneficiados.
Os professores foram às ruas para protestar, com total apoio dos Black blocks, que para surpresa da grande maioria, inclusive dos professores, estavam em total apoio com os profissionais da educação. Os que antes eram vistos como “jovens vândalos” tiveram uma imagem diferenciada depois da manifestação do dia da votação da câmara. Os professores também estavam enganados num primeiro momento, também achavam que eram só “vândalos querendo quebrar tudo”, mas não eram. Defenderam grande parte dos professores na truculência do Estado (que age desta forma contra professores, manifestantes, mulheres... porquê será?) e receberam total apoio.
Na manifestação do dia 07/10/2013 sendo a maior referente a greve dos professores (até o dia de hoje) foram mais de 100 mil as ruas em total apoio aos professores e suas reivindicações, profissionais, estudantes, trabalhadores, todos defendendo uma melhoria a esta profissão tão importante e completamente desvalorizada. Os Black blocks, num ato de representação, tacaram bombas na Câmara dos Vereadores, e receberam mais uma vez total apoio da classe dos professores, que vibrava com a atitude. O povo não aguenta mais receber truculência e ficar acomodado, o povo não aguenta mais o descaso do poder executivo com suas reivindicações e ficar calado, e aos que continuam com o discurso de que o vandalismo atrapalha isto é a resposta do povo, é uma forma de demonstrar nossa raiva e indignação, é uma imagem para causar impacto mesmo. Todos somos professores, todos somos Black block, todos somos manifestantes, todos somos parte do povo!
O dia sete de outubro de 2013 vai ficar marcado, pelo menos para mim, como a data em que a educação do Estado do Rio de Janeiro começou a trilhar o caminho para a sua definitiva melhora. O que pude constatar durante a greve é que pautas tradicionais, como a questão salarial, ficaram em um segundo plano. Através do debate acerca do plano de cargos carreiras e salários os profissionais da educação passaram a questionar outros temas de extrema importância como: a autonomia pedagógica e a própria democracia.
Os “legítimos” representantes do povo estão usando de força possível para reprimir aqueles que os questiona. Essa repressão se dá não somente através de seu braço armado (polícia), mas também através de seu órgão midiático. Jonalecos de meia pataca e emissoras de merda vendem o terror para a grande parte da população. As imagens de bancos quebrados são amplamente divulgadas e causam orgasmos sensacionalistas em apresentadores de telejornais ao passo que as imagens de pessoas sendo atingidas por gás de pimenta são colocadas como algo trivial. Segundo Malcolm X é preciso tomar cuidado, pois se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.
Mesmo correndo o risco de terem seus salários descontados e de apanharem da policia militar os profissionais da educação continuam nas ruas. A luta pela educação pública de qualidade ganhou o apoio de vários movimentos sociais, mas o mais importante apoio somando a essa luta, é sem sombra de duvida, o apoio da camada jovem da população. Os jovens passaram a sentir que existe um enorme descompasso entre o discurso que se diz democrático e as ações que mais lembram os períodos ditatoriais. Bandeiras partidárias não mais representam essa camada jovem, elas estão sendo lentamente substituídas pelas “bandeiras” ideológicas do anarquismo e do comunismo.

 Gostaria agora de me focar em um assunto que tem ficado mais em evidência devido a constante presença da polícia nos protestos. Desde junho os primeiros protestos foram reprimidos com muita violência, aquelas armas que se dizem não letais fizeram vítimas fatais e a polícia que já a muito tempo carrega a alcunha de bandidos fardados ganhou a medalha por atirar em qualquer um sem motivo.
  Muito se disse na mídia que a polícia era despreparada, isso claro após atingirem os jornalistas e os manifestantes sem pauta da classe média, ai nesse momento, o movimento ganhou visibilidade da mídia e passou a ser entendido como início de manifestações pacíficas seguidas de anarquista, comunistas e "mascarados" quebrando tudo, sempre é claro com a devida violência do Estado. Agora a reflexão que trago é a seguinte, será mesmo que nossa polícia é despreparada? Tenho sérias dúvidas quanto a isso, afinal ela tem se mostrado muito eficiente em prender membros de movimentos sociais assim como usar dos mais variados armamentos contra o povo, ela é claro está ali com um objetivo e claro ele destoa muito dos dizeres que estão do manual do bom policial, estão ali para desestruturar e dispersar a manifestação, para que ela não aconteça, a não ser quando a maioria do que temos de mais reacionário no Brasil que ainda se caracteriza por um país muito conservador vai a rua protestar contra a corrupção (leia-se PT e Mensalão) e quando estão reclamando das bolsas "esmolas" e cotas, nesse caso a repressão da polícia quase não existe, e somente existe com grupos específicos. Para terminar essa pequena contribuição queria deixar dois pontos interessantes.
   Aos que criticam as bolsas e outras formas de redistribuir renda digo, é claro que dar dinheiro não resolver o problema da fome no país, mas é muito fácil falar que é mais fácil dar escola e ensino técnico a longo prazo sendo que a fome mata a curto prazo. 
  Aos que criticam os vidros quebrados nos protestos, queria dizer uma coisa a você que chama uma vidraça quebrada de vandalismo ao mesmo tempo que finge não ver o menino na rua dormindo, gostaria de entender porque um ser inanimado pode sofrer violência enquanto uma criança é só mais uma viciada de rua? Acredito de verdade que pessoas assim devem rapidamente visitar um psicologo afinal está com algum problema.


Texto Escrito por 
Alan Aragão
Felipe Alves
Valdeir Conegundes

28 agosto 2013

Estereótipos e preconceitos relacionados ao continente africano, aos africanos em geral e a continuidade nos dias de hoje.

   Todos nós sabemos que há um preconceito no campo “racial” no mundo todo, referente principalmente aos negros.

    Analisando os comentários das pessoas que você conhece, provavelmente irá ver uma ideia de inferioridade do negro, seja no campo intelectual ou em outros aspectos. E é claro que estes pensamentos tem grande influência histórica e social, com estereotipias e preconceitos enraizados há séculos e que permeiam a sociedade até hoje.

   Em diversos campos de análise poderemos ver ideias que desqualificam e minimizam o continente africano, partindo do pressuposto de inferioridade e das razões para isto.

   No campo geográfico, vemos uma análise dos europeus que chegavam a conclusão de que o norte do planeta, onde a ficava a civilização europeia, era superior, e a inferioridade do continente africano, da selvageria e barbárie dos seus habitantes, sendo até impossibilitada de vivência por parte dos “civilizados” por decorrência de um “calor escaldante” e fazendo uma clara analogia ao paraíso (norte) e inferno (sul, continente africano, fadados as piores mazelas). Estão aqui presentes também na imaginação do europeu medieval um continente africano com seres mitológicos, com humanos com cabeça de cachorro, pigmeus e toda uma leva de fantasias, além do reino de Preste João, um reino cristão que ajudaria os mesmos na disputa contra os muçulmanos. Todas essas suposições se baseiam no mapa mundi conhecido que coloca a Europa como centro da Terra.

   Outra razão para esta visão seria que os africanos são descendentes de Cam, um dos filhos de Noé, que teria zombado do pai* (no caso por ele estar nu depois de tomar vinho, porém a nudez pode estar relacionada a atividade sexual e a tradução não foi perfeita) e estaria fadado a escravidão, por uma maldição de Noé a Canaã, filho de Cam.

   Há tempo preconceitos que remetem a antiguidade clássica, onde os povos do idioma berbere (númidas, maurtiânios, líbios) deram origem ao termo bárbaro*. (bárbaro é o termo usado pelos de origem Greco/romana a todos os povos que não partilhavam da cultura, religião e estrutura social dos romanos e que tiveram grande influência da Grécia Antiga.)

   Com o tempo e permeando ainda características que subalternizam o continente africano e seu povo, os europeus da fase do imperialismo determinavam que a África não detivesse “civilização”, sendo até pensado em retirar a civilização egípcia do continente africano, pois “uma civilização notável como a egípcia não poderia ter nada a ver com um continente selvagem como o africano”. Assim sendo, os europeus estariam fazendo um favor aos africanos em geral trazendo civilização para estes povos.

   Todas estas imagens trazem a tona um continente que há tempos passa por uma imagem de inferioridade e algo que não deve ser entendido como civilizatório, negando um relativismo cultural e de organizações sociopolíticas diferentes e de uma complexidade enorme no continente africano, que poderemos falar em outro texto.

   O continente africano hoje em dia passa por uma visão de que podemos chamar de “afro pessimismo” onde há a ideia de que o continente não poderá ter um futuro próspero, estando apenas com doenças, pobreza, miséria, e suas belas paisagens naturais são as únicas imagens que permeiam no imaginário das pessoas.

   Trazendo agora exemplos mais próximos de nós, sabemos que os africanos das mais diversas etnias foram trazidos para o Brasil como escravos, para fazer um trabalho manual e em condições completamente precárias. Considerando mais de três séculos de escravidão no Brasil, e seus 513 anos de “história” no que se refere ao olhar europeu para as terras já habitadas por nativos, chamados de índios, temos grande parte desta história negros escravos (e alguns indígenas) movendo a economia de nosso país, estando fadados a submissão perante os brancos, apesar de terem tido revoltas como os famosos quilombos.

   Observando todo este cenário, claramente chegamos à conclusão de que os negros até hoje são considerados de uma forma preconceituosa, e apesar de estarem em grande número no Brasil, são poucos os que adquirem altos cargos nos empregos e empresas, ou os que conseguem uma vaga numa universidade* (Com o advento das cotas, esse quadro melhorou, mas não resolveu.) Podemos também observar que são poucos médicos, refletindo sobre o médico negro cubano que foi vaiado por médicos e médicas do sindicato de medicina em sua chegada ao programa Mais Médicos, que são negros aqui no Brasil.


   Está claro que as influências das diversas imagens que inferiorizam o negro estão presentes até hoje, seja no humor, onde vemos características de um negro expostas ao ridículo, seja na pequena frase “tinha que ser negro”, ou em casos mais alarmantes como ser racista definido (temos muitos até hoje, apesar da melhoria com o tempo). No campo social com muitos negros prestando serviços braçais e manuais, e recebendo salários baixíssimos pelo trabalho* (Não estou dizendo que só negros façam trabalhos a salários baixos, apenas estou alertando que são maioria.)



Felipe Alves

Fontes:
Jean Delumeau – A civilização do Renascimento

Maurício Waldman e Carlos Serrano - Memória D'áfrica

Marina de Mello e Souza – África e Brasil Africano

04 agosto 2013

Durkheim e o aprisionamento feito pela sociedade: Uma reflexão


    A sociedade como um todo existe e não pode ser negada, partindo da concepção durkheimiana. Mas quem foi Durkheim?

   Irei fazer uma breve introdução de seu estudo para facilitar o entendimento do texto.

   Durkheim foi um grande teórico da sociologia positivista, estudando a sociedade e usando como objeto de estudo os fatos sociais. Para algo ser um fato social, ele necessita de três características: Coerção social, ou seja, uma força que submete o indivíduo sem que ele tenha escolha sobre a mesma, dando como exemplo o idioma que ele aprende, ou o código de leis vigente no local.

   Outra característica de um fato social é que o mesmo deve ser exterior aos indivíduos, ou seja, existe antes do nascimento do indivíduo e permanecerá depois, como costumes, comunicação, sentimentos, leis. Sendo as mesmas coercitivas e impondo ao indivíduo certa “padronização”.

   E como última característica a generalização, onde se repete na maioria dos indivíduos de um local, demonstrando uma natureza coletiva.



   Partindo destes princípios, vamos a reflexão: Não seríamos nós apenas subprodutos de uma sociedade que impõe desde o momento do nosso nascimento até a morte todo tipo de opressão no sentido de formação de caráter e personalidade?

   Nossa localização no tempo histórico pré determina e pré define quase tudo que fazemos, como linguagem, costumes, etiqueta e muitas vezes convicções religiosas. Logo, vivemos enclausurados e aprisionados num determinado espaço/tempo que estamos inseridos. Dando um exemplo histórico, os homens que viveram há 1000 anos atrás na Europa Feudal, não tinham condições mentais de imaginar uma sociedade que vivia nas Américas, pois os mesmos não sabiam da existência e nem podiam imaginar os costumes e padrões destes homens. (Em fins do século X, os vikings chegaram a “descobrir” a América, porém, não ficaram por muito tempo e não demonstraram ao resto da Europa, logo, muitos ainda não sabiam da existência dos povos além mar).

   Como hoje, nós não podemos imaginar uma vida fora do planeta Terra, onde não descobrimos ainda e não temos capacidade de visitar outras galáxias para esta imaginação. Talvez, no futuro, os homens (se a humanidade existir) irão ter contato com vidas extraterrestres que nós, desse tempo, nunca imaginaríamos.

    Mas voltando a reflexão, toda nossa personalidade está pautada em valores e morais que estamos vivenciando numa sociedade que pratica uma coerção “indireta” em nós. A localização social que estamos também, muitas vezes, define nossas expectativas, nossos sonhos e nosso futuro, baseando papéis “certos” para os indivíduos, e punindo os mesmos de forma legal (dentro das leis) ou espontânea (dentro das condutas e valores atuais).

    Muitas práticas que não são aceitas pela consciência coletiva, expõem os “infratores” ao ridículo e privam o mesmo de uma liberdade individual que quase não existe, sendo pré-definido o que o mesmo deve ou não fazer.
Estamos enclausurados na sociedade, no tempo, no espaço e nos vemos presos há todo momento, em qualquer lugar, na forma de sanções.

    O trabalho, a diversão, o amor, a forma de viver e todos os outros aspectos individuais que pensamos que escolhemos sozinhos, estão acima de nós num processo muito mais amplo e permeia a todos.
Para terminar a reflexão, irei colocar um trecho do livro Perspectivas  Sociológicas de Peter Berger para finalizar a compreensão:


“ Nossa sociedade constitui uma entidade histórica que se estende temporariamente além de qualquer biografia individual. A sociedade nos precedeu e sobreviverá a nós. Nossas vidas não são mais que episódios em sua marcha majestosa pelo tempo. Em suma, a sociedade constitui as paredes de nosso encarceramento na história.”

Felipe Alves

Fontes:
Perspectivas Sociológicas – Peter Berger
Introdução a Sociologia --  Cristina Costa

13 abril 2013

Desmistificando o socialismo e o comunismo


  Com a atual crise monetária internacional, os fantasmas do comunismo e do socialismo voltaram a assombrar os países do oriente e ocidente. Vou tentar ao longo desse texto explicar e diferenciar esses dois conceitos.

  Entre os vários partidos políticos regulamentados junto à justiça eleitoral, oito possuem em seus nomes as palavras “social” ou “socialista”. O socialismo propõe uma distribuição igualitária das riquezas produzidas. Na sua proposição original, o Estado socialista deveria ser apenas um estágio de transição para a sociedade comunista, mas infelizmente o comunismo nunca foi alcançado e implementado de fato. Países como Venezuela e Cuba, que adotaram o socialismo, possuem índices, nas áreas da educação e saúde, considerados de “primeiro” mundo se comparados aos seus vizinhos latino-americanos.

  No decorrer do século XIX, Karl Marx e Friedrich Engels elaboraram, após muitos estudos e observações, a teoria comunista. Segundo esses grandes pensadores a história de toda a humanidade é movimentada graças às contradições geradas pelos modos de produção, contradições essas que geram as lutas entre as classes formadoras da sociedade. O comunismo nada mais é do que o último estágio evolutivo das sociedades humanas, onde não mais haveria classes dominantes e dominadas.

  Para encerrar o post, vou reproduzir e responder, usando as palavras de Marx e Engels, uma das perguntas mais cretinas que alguém pode fazer a um comunista:
  Você se diz comunista e usa calça jeans, usa Internet e tem celular?
“O comunismo não retira a ninguém o poder de apropriar-se de sua parte da produção social; suprime apenas o poder de, por meio dessa apropriação, explorar o trabalho alheio.” (Marx e Engels, O manifesto comunista)



Valdeir Conegundes


Fontes:

O manifesto do partido comunista – Karl Marx e Friedrich Engels

Marx vida e obra – Leandro Konder

A historia dos homens – Josep Fontana

cafehistoria.ning.com



31 março 2013

Aborto, um texto sobre


 Como estou tratando de um assunto muito problemático vou evitar ser agressivo, mas não vou deixar que meu pensamento fique ausente nesta publicação, assim como vou elucidar o ponto defendido pela ciência, não peço que acredite no que digo, na verdade, esse é o princípio da filosofia, seja crítico quanto aquilo que lê e ouve, e logo após vá em busca do conhecimento, assumindo assim seu ponto de vista.

 Existem autores que defendem que o aborto, assim como muitos outros sendo contra, de forma geral os que são a favor estão lutando por direitos básicos, enquanto que os contra estão defendendo sua visão conservadora e até religiosa, não vejo problema que isso exista, as pessoas devem sempre lutar pelo que acreditam.

 Proibir também não é a solução, de acordo com um site que será citado nas fontes podemos facilmente ver que os velhos argumentos que afirmam que são os adolescentes os mais prejudicados  já cai por terra, ao observarmos que a faixa etária dominante são de jovens entre 20 e 29 anos, e ainda daquelas que realizam a maioria se afirmam católicas chegando de 51% à 80% variando pela localidade, como ficou claro a religião não impede assim como a lei também tem se mostrado ineficiente nesse ponto.

 Dentre os motivos que levam a descobrir uma clínica clandestina estão as denuncias ou no pior dos casos quando uma paciente morre e não a forma de evadir o corpo, acabando por ser descobertos, isso claro só afeta as mulheres das classes econômicas subalternas, até porque os ricos tem uma quantia alta para pagar um médico e toda uma equipe como se fosse em um hospital normal, levando a pensar:  No Brasil o aborto é legal, mas só entre os ricos que podem pagar pessoas qualificadas para fazer.

 Dentre os outros problemas estão o pensamento popular que defende a vida, afirmando que isso é matar uma criança que não pode se defender, mas a maioria a favor defende que o aborto deve ser limitado até a 12° semana, ou seja, com limite de três meses, de forma que ainda não exista criança formada como concebemos no nascimento.
 Observem que no momento em que a escala marca o número doze, fica mais evidente que ainda não se trata de uma criança, porém apenas de um feto e ainda bem pequeno,  podemos também dizer que até em média a 15° semana não se desenvolveu a concepção sensorial, portanto não haverá sofrimento em retirar um agrupamento de células do interior do útero.

 Boa parte das pessoas que buscam esses assuntos chegam a se perguntar um momento o motivo de não usar métodos contraceptivos, agora de fato temos que elucidar um ponto, nenhum método é 100% seguro e nesse ponto os especialistas e médicos não  discordam, para alcançar uma efetividade muito alta é aconselhável o uso de dois métodos diferentes ao mesmo tempo (camisinha e pílula).

 Ainda podemos observar que fazer nascer uma criança que não é bem vinda (por motivos financeiros, ou ideológicos) só trará sofrimento no caso de um abandono, ou ainda de criação deficiente, levando que essa criança se torne um adulto problemático (não obrigatoriamente), além disso, quando de o dinheiro para criar essa criança fica ausente, ela acaba por ter que trabalhar desde muito jovem, se ausentando da escola e dos amigos,  chegando a ponto de alguns autores relacionarem de forma efetiva a proibição do aborto com um certo aumento da criminalidade.



Alan Aragão


Fontes:
O que é aborto – Danda Prado, Editora Brasiliense
Sociologia – introdução ao estudo da sociedade, Cristina Costa – Editora moderna.

28 março 2013

O futuro imita o passado ?


  Política de isolamento populacional, desapropriações, fraudes e superfaturamento de obras. É nesse clima de acusações que a atual prefeitura efetua seu projeto de melhoramento da cidade. Ao lançar um olhar histórico acerca dos fatos vamos constatar que essa não é a primeira vez que o poder público promove uma intervenção urbanística de grande porte.  

  Entre os anos de 1902 e 1906 a cidade viveu a chamada “Reforma Pereira Passos”. Esferas públicas e privadas trabalharam de forma articulada para “transformar” o Rio de Janeiro, então capital do país, em uma cidade moderna. Dentre as várias mudanças ocorridas, podemos destacar a modernização do porto (devido à exportação do café), e a abertura da avenida central. A política de higienização e de prevenção de doenças, criada por Oswaldo Cruz, gerou em 1904 um movimento conhecido como Revolta da Vacina. Essa política tinha como objetivo erradicar os casos de Febre Amarela, mas devido o caráter autoritário da prefeitura ao empregá-la, acabou por gerar na população um sentimento de medo e aversão. Essas reformas foram responsáveis pela consolidação das contradições já existentes na cidade, além de criar inúmeras outras. 

  Posto isso podemos concluir que devido aos grandes eventos internacionais (copa e olimpíadas) a cidade do Rio de Janeiro irá passar por inúmeras mudanças estruturais análogas às do passado. As instâncias públicas e privadas estão de braços dados para promover essas tais transformações. Mega empresários como Eike Batista investem em infra-estrutura (porto do Açu) e em embelezamento da cidade (limpeza da lagoa Rodrigo de Freitas), enquanto que políticos lutam até a última gota de sangue para garantir verbas para o estado (questão dos royalties), cuidam das mazelas sociais (internação compulsória de dependentes químicos), e garante espaços para as construções (desapropriações). Infelizmente, grande parcela da nossa sociedade está assistindo de forma passiva aos mandos e desmandos das autoridades políticas. Talvez as revoltas como no século passado não sejam as melhores formas de luta para a resolução dos problemas, mas é melhor que ficar parado.   

Você sabia?

Na segunda metade do século XX, a Light (companhia responsável pelo fornecimento de eletricidade na cidade do Rio de janeiro) lançou uma forte empreitada a fim de monopolizar o transporte público da cidade do Rio de janeiro.

Segundo a empresa os automóveis particulares eram os grandes responsáveis pelos congestionamentos nas áreas centrais da cidade. Para resolver tal situação a empresa afirmava que o futuro da cidade estava na disseminação do transporte sobre trilhos (bondes), e que os ônibus deveriam atuar somente como complemento nas áreas onde o bonde não pudesse atuar.
 
Para garantir sua “fatia” no mercado do transporte, a Light criou em 23 de novembro de 1927 a Viação Excélsior Auto. A empresa adotou uma série de melhoramentos em seus ônibus: dispositivo regulador da velocidade, caixas coletoras para bilhetes, cuidados para que a capacidade máxima de lotação não fosse ultrapassada, etc.








Valdeir Conegundes

Fontes:

(A Light)
Américo freire, revista do arquivo geral da cidade do rio de janeiro n°.6 2012
Artigo “a Light e os transportes coletivos no Rio de janeiro: roteiro de questões”

(Reforma Passos)
Abreu, Mauricio de. A evolução urbana do Rio de Janeiro.

(Eduardo Paes posando de novo Pereira Passos)
http://oglobo.globo.com/rio/em-campanha-paes-tenta-vincular-sua-imagem-as-transformacoes-feitas-por-pereira-passos-5433676


25 março 2013

Cuidado com a mídia.

  Nessas últimas semanas a imprensa nacional tem dado grande destaque para a comissão de direitos humanos e minorias da câmara dos deputados. A figura do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC/SP) circula nos grandes meios de comunicação e mídias sociais, sempre provocando discussões e embates.

  A grande mídia nacional resume o atual momento na câmara dos deputados da seguinte forma: De um lado seguidores fervorosos de uma “igreja” movida a dinheiro e do outro ativistas “soltando purpurina” de tanta raiva. Mas por que esse interesse tão repentino da imprensa nacional em divulgar esse fato? O que está por trás disso?

  O que a grande mídia não diz é que ao mesmo tempo em que o pastor Feliciano assumiu a presidência da comissão de direitos humanos os também deputados José Genoíno (PT/SP), João Paulo Lima (PT/PE) e Paulo Maluf (PP/SP) ocupavam suas cadeiras na Comissão de Constituição e Justiça .

  A Comissão de Constituição e Justiça tem como uma de suas atribuições discutir e votar as propostas de leis que são apresentadas à Câmara, ou seja, todas as futuras leis de nosso pais passam obrigatoriamente por essa comissão. E por que ninguém (grande mídia) fala nada? E certo deixar que um procurado da interpol e dois condenados pelo mensalão (José Genoíno e João Paulo Lima) assumam
essas cadeiras?

  As minorias devem sim lutar por seus direitos, mas elas, nesse momento, não passam de massa de manobra nas mãos do governo e da grande mídia.


Valdeir Conegundes




Lista de deputados que atuam na comissão de constituição e justiça
http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ccjc/conheca/membros

deputados julgados e condenados pelo mensalão
http://noticias.uol.com.br/politica/listas/saiba-quais-reus-do-mensalao-ja-foram-condenados-pelo-stf.htm

deputado procurado pela interpol
http://oglobo.globo.com/politica/paulo-maluf-entra-para-lista-de-procurados-da-interpol-3036666